O trajeto de volta é um funeral.
O ar-condicionado do carro popular da empresa chia, lutando contra o calor do meio-dia, mas o frio vem do banco do motorista.
Augusto dirige com uma precisão violenta. As mãos apertam o volante de plástico duro com tanta força que os nós dos dedos estão brancos, parecendo mármore prestes a rachar.
Desde que entramos no carro, ele não disse uma palavra.
O silêncio dele é pior que o barulho da sirene. É o silêncio de quem está calculando o estrago. De quem está re