CAPÍTULO 12 — O ROMPIMENTO

Acordo antes do despertador tocar.

Cinco da manhã. Ainda tá escuro.

Não consegui dormir direito. Cada vez que fechava o olho, via o rosto do Augusto descobrindo.

Levanto. Visto a primeira roupa que vejo. Calça preta, camisa branca. Prendo o cabelo num coque apertado.

Não vou chorar. Não vou implorar.

Vou me demitir antes dele acessar o sistema.

Pego a bolsa, saio sem fazer barulho. Minha mãe ainda tá dormindo.

O ônibus das cinco e meia tá vazio. Só eu, o motorista e um segurança voltando do turno da noite.

Encosto a testa na janela gelada.

— Desculpa, filho. — Sussurro. — A gente vai ter que recomeçar. Mas longe dele.

Chego na Romano Group às seis e quinze. O sol ainda não nasceu.

O segurança da portaria estranha.

— Coordenadora? Tão cedo?

— Relatório urgente.

Ele libera.

Subo pro 20º andar. O corredor tá vazio, silencioso. As luzes automáticas acendem quando eu passo.

Vou direto pra minha mesa. Ligo o computador.

Abro o Word.

Digito:

CARTA DE DEMISSÃO

Prezado Sr. Augusto Romano,

Venh
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