— Lavínia... — O tom dele é um sussurro.
— Você tá...
— Com gastrite. — Corto rápido. Limpo a boca com o lenço. — Eu não tomei café. O estômago tá vazio.
Silêncio.
Ele não acredita. Vejo nos olhos dele.
— Gastrite. — Ele repete.
— É. — Minha voz sai rouca. — Café preto de estômago vazio. Não escutou?
Vou até a pia do barzinho, pego um copo d'água e bebo. Minha mão treme, mas eu disfarço segurando o copo com força.
— Você nunca teve gastrite, Lavínia.
Paro com o copo na boca.
O tom dele é de ce