Semanas depois
Layla voltava para casa, prestes a chegar ao prédio, com um sorriso leve no rosto. Nas últimas semanas, Tyler estivera mais radiante do que em todos os seus cinco aninhos de vida, e Anthony era o motivo disso. A felicidade do filho transbordava sem esforço.
Os dois passavam as noites juntos; assim que Layla chegava do trabalho, Anthony vinha logo atrás. Ela preferira que fosse assim, temendo comentários se fossem vistos saindo juntos todos os dias. Não queria perguntas, nem olhares curiosos. Queria apenas preservar aquela tranquilidade recém-descoberta.
Na calçada, distraída pelos próprios pensamentos, Layla acabou esbarrando em um senhor.
O impacto foi leve, mas suficiente para fazê-la parar imediatamente.
— Me desculpe, eu o machuquei? — perguntou, tocando com cuidado o ombro do homem, o coração apertado pela culpa.
— Oh, não, está tudo bem. — ele sorriu com calma. — Eu estava distraído, olhando o prédio.
— Não, a culpa foi minha. — insistiu. — Tem certe