POV: GABRIEL
Acordei no meu apartamento com aquela sensação fria de estar atrasado.
Olhei pro lado. A cama estava vazia.
Por um segundo, meu corpo tentou esticar o braço no automático para procurar o corpo dela. O cérebro demorou a carregar o fato óbvio: eu tinha dormido sozinho, no meu próprio colchão. Não tinha atravessado dois andares na calada da noite.
Fiquei encarando o teto por uns cinco segundos até o celular vibrar solto em cima da mesa de cabeceira.
Lisboa.
A tela acendeu vomita