POV: GABRIEL
O despertador vibrou mudo em cima da mesa de cabeceira. Seis da manhã.
A claridade ainda era cinza lá fora. Terminei de dar o nó da gravata de frente pro espelho, mas meu olho não saía do reflexo da cama. Mari dormia de bruços. O lençol jogado na altura da cintura, a pele das costas subindo e descendo devagar. O quarto inteiro ainda cheirava a ontem à noite.
Peguei a chave do carro. Fui até a porta.
Parei com a mão na maçaneta e voltei.
Sentei na beira do colchão. O peso fez e