(POV Gabriel)
Acordei às cinco e quarenta e oito.
Não é por causa do alarme, é por hábito. O corpo desenvolve isso quando você passa anos em fuso horário diferente e depois volta pro original mas o relógio interno não recebe aviso. Lisboa me deixou esse presente. Cinco e quarenta e oito, todo o santo dia, independente do que tinha acontecido na noite anterior.
Fiquei de costas olhando pro teto por um tempo.
O casaco estava na cadeira do quarto. Azul-marinho, levemente amassado do jeito que fic