(POV Mari)
Eu ainda tava sentada na beira da cama, de cabelo preso de qualquer jeito, a luz do abajur baixa, o notebook fechado no colo fazia tempo. A conversa na varanda ainda rodava dentro de mim em espiral. Vinícius, documentos falsos, chantagem, o jeito como Gabriel tinha falado “não” sem levantar a voz.
Aquilo não saía.
O corredor rangeu.
Depois três batidas leves na minha porta.
Não tive tempo de pensar no que eu ia fazer. Levantei no automático, coração já batendo errado, e fui abrir