POV: MARI
O Rio de Janeiro de sábado à tarde tinha essa preguiça que gruda na pele.
Eu voltei da cozinha com duas garrafas de cerveja gelando a mão e parei um passo antes da porta de correr da varanda. A cortina fina mexia com a brisa. Do outro lado do vidro, Bruno e Gabriel estavam encostados na mureta.
Nenhum dos dois tinha me visto.
Meu irmão olhava pro nada, girando uma tampinha de garrafa entre os dedos. Gabriel estava com os ombros soltos, a camisa de linho amassada nos cotovelos, ouvindo