POV: MARI
Os documentos de Lisboa tinham ficado na pasta desde março.
Não é que eu tivesse esquecido. É que eu tinha guardado num canto da cabeça — daquele jeito que você faz com coisa que não tem contexto ainda pra processar, que você sabe que vai precisar um dia. O dia chegou.
Eram onze e quarenta e dois de uma quinta quando Tati e eu abrimos a pasta pela primeira vez com atenção real. Boutique vazia. Pizza de delivery que tinha chegado às dez e que a gente tinha comido metade enquanto o note