O efeito que Park tem sobre mim é devastador. O mundo para. A música, as pessoas, a agitação do Baile de Máscaras. Nada está acontecendo. Tudo está congelado. Aqui, neste navio, somos só Park e eu.
Meu coração bate em descompasso e preciso me controlar para não correr para os seus braços.
Ele surge imponente, vestindo um smoking negro impecável de três peças, que parece ter sido feito sob medida para cada linha de seu corpo. O blazer de abotoamento simples traz lapelas de cetim que refletem sutilmente as luzes do salão, criando um contraste elegante com o tecido fosco. Sob ele, um colete de gola em V alinhava botões forrados, e a camisa preta, fechada até o colarinho, confere ao conjunto uma aura de sofisticação sombria.
A calça de alfaiataria, reta e perfeita, completa a harmonia do traje. Mas é a máscara que transforma sua presença em algo quase teatral: um Fantasma da Ópera em “ouro velho”, que se destaca sob as luzes do baile. O brilho metálico realça a rigidez de sua postura e, a