Park segura minha mão com os olhos suplicantes. O homem imponente que me olhava ao longe com uma certa altivez e que ignorou veementemente a presença de Cauã perto de mim, agora parece um menino carente.
— Eu não tenho do que te perdoar, Park. Você não fez nada de errado.
Respondo com um meio sorriso no rosto, pois ao me lembrar da cena dos dois nus, deitados juntos sobre o sofá, uma amargura dolorosa com gosto de fel, invade a minha boca.
Park chega mais perto de mim. Ele continua a segurar as pontas dos meus dedos, como se fossem joias preciosas e frágeis.
— Márcia, eu agi errado quando vi aquelas fotos. Aquela visão acabou comigo, eu fiquei completamente devastado ao ver aquele homem te beijando, no entanto, eu deveria ter mais fé em você. Mais fé no nosso amor. Só que os ciúmes falaram mais alto. E para tolerar e enxergar aquela imagem à minha frente, eu bebi igual a um porco selvagem.
Eu sorri da sua comparação esdrúxula, mas me contive para não dar confiança.
— Além disso, — El