85. O Conselho da União.
Hoop
Uma semana depois — em Vale-Verde.
Respirei fundo, sentindo o peso do momento. A guerra havia nos tirado tanto… mas agora, diante das terras devastadas, eu enxergava não apenas destruição. Via a chance de recomeço. De reconstrução.
Connor estava ao meu lado, firme, como sempre. Seus olhos encontraram os meus, e ali não havia dúvida: era o momento de decidir o futuro.
No centro da clareira, erguia-se uma mesa simples, feita com troncos de carvalho. Não era luxuosa, mas carregava o simbolismo daquilo que estávamos prestes a fazer: construir algo novo, enraizado na terra e nas nossas escolhas.
Meu pai, Alpha de Vale-verde, levantou-se. Sua presença impunha respeito, e todos se calaram imediatamente. O vento carregou suas palavras como se até a floresta quisesse escutá-lo.
— Durante anos, lutei para proteger meu povo e minha filha — começou ele, a voz grave, mas embargada pela emoção. — E, muitas vezes, falhei. Permiti que a raiva e até mesmo o medo guiassem decisões importantes, e v