83. Em cinzas.
Hoop
Os olhos da anciã incendiaram-se em chamas negras, e sua voz ecoou em versos que pareciam cortar o próprio ar:
“Aquela que a luz dominar,
por um negro se apaixonará.
Juntos, o amor nascerá.
Juntos, um novo clã criarão.
Onde não haverá desgraças,
e nem diferença de raças.”
O campo inteiro silenciou. A profecia. A maldição e a promessa. Tudo diante de nós.
A anciã cuspiu sangue, manchando a terra, e murmurou com ódio em sua voz moribunda:
— Vocês acham que venceram… — a anciã cuspiu sangue, sua boca manchada e os olhos ardendo em ódio. — Mas ao unir o que jamais deveria ser unido… vocês acabaram com tudo. Este mundo nunca existirá. Vocês nunca terão paz. — Sua voz ecoava como mil sussurros, como se cada palavra fosse repetida pelo próprio vento. — Cada riso será coberto pela sombra, cada amor terá gosto de ferro. Eu os amaldiçoo… e amaldiçoo todos que cantarem seus nomes…
Seu corpo tremia, tomado pela magia corrompida que a consumia, mas ainda assim ela insistia em fala