A contagem não tinha som.
Mas era sentida.
Em cada parte do que eles eram.
Não como pressão.
Mas como inevitabilidade.
Aeren foi o primeiro a quebrar o silêncio.
— Eu não quero desaparecer.
Direto.
Sem filtro.
Sem humor dessa vez.
Só verdade.
Liora olhou para ele.
E não tentou suavizar.
— Você não vai desaparecer.
Ele respondeu na mesma hora:
— Eu vou deixar de ser eu.
O silêncio veio.
Porque ele não estava errado.
Kaeryn falou baixo:
— A questão é…
— o que exatamente é esse “eu”?
Aeren soltou