A celebração seguiu sem pressa, como tudo naquela fazenda sempre seguiu. Não houve brindes ensaiados nem discursos longos. Houve mesas sendo ocupadas aos poucos, risadas que surgiam tímidas e depois ganhavam corpo, crianças correndo entre as cadeiras, o cheiro de comida caseira se espalhando pelo ar. A vida acontecendo do jeito mais honesto que sabia.
Isabella caminhava entre as pessoas com o vestido simples já marcado de poeira na barra, e isso não a incomodava. Pelo contrário — havia algo profundamente certo em sujar o vestido no mesmo chão onde tinha crescido. A cada abraço recebido, sentia como se aquele dia não fosse apenas dela e de Rafael, mas de todos que, de alguma forma, tinham sustentado aquela história.
— Seu avô estaria sorrindo feito menino. — Dona Lourdes disse, segurando as mãos de Isabella com carinho.
— Eu sei. — ela respondeu — Acho que ele nunca foi embora de verdade.
Rafael passou boa parte do tempo entre o violão e a cozinha improvisada. Cantou duas músicas, depo