O amanhecer trouxe um silêncio diferente. Não era o silêncio da espera tensa, mas o de algo que se prepara com reverência. A luz entrou clara, sem pressa, espalhando-se pela fazenda como uma bênção antiga. Isabella acordou antes do sol tocar o topo das árvores. Ficou alguns minutos deitada, ouvindo os sons familiares — um galo distante, passos leves no terreiro, o vento roçando as folhas. Levantou-se devagar, como se cada gesto precisasse ser vivido por inteiro.
No quarto, Dona Lourdes e duas vizinhas já aguardavam em silêncio respeitoso.
Trouxeram flores do campo, um pequeno espelho, mãos dispostas a ajudar sem invadir. Não havia maquiagem elaborada, nem penteados complexos. Apenas cuidado.
— Bom dia, noiva. — Dona Lourdes disse baixo, como se chamasse Isabella para um segredo.
Isabella sorriu, sentindo o coração aquecer.
Enquanto ajustavam o vestido simples, o tecido claro parecia ganhar vida sobre o corpo dela. Cada dobra carregava uma escolha, cada botão fechado era uma confirmaçã