Mundo de ficçãoIniciar sessãoO carro preto deslizou para diante da entrada principal como se a própria cidade tivesse aprendido a recuar.
Nada naquele momento era apressado, nem casual. Damian Cavalari não chegava aos lugares, ele anunciava presença sem pedir licença.
O motorista desceu primeiro, rápido, preciso. A porta traseira se abriu com a mesma cerimônia silenciosa que antecede a chegada de algo inevitável. Damian saiu do veículo com a imponência de quem sabe que o mundo ajusta o passo para acompanhá-lo.
O paletó grafite desenhava sua silhueta com perfeição quase cruel. A camisa negra fechada até o colarinho não deixava espaço para concessões. Nenhuma gravata, nenhum adorno além do relógio no pulso, discreto apenas para quem não sabia quanto custava. O tecido acompanhava seus movimentos como uma sombra viva, como se fosse um







