Mundo de ficçãoIniciar sessão“Toda refém aprende a sobreviver. Algumas aprendem a jogar.”
Elena Rossi
O quarto parecia maior do que antes.
Não fisicamente, mas emocionalmente. Havia um eco estranho em tudo. Nos passos que eu dava sobre o tapete macio, no som quase imperceptível da cortina balançando com o vento, no modo como o ar parecia parado demais para um espaço de luxo. Era como se cada objeto tivesse assistido ao que eu ainda tentava organizar dentro de mim.
Sentei-me na beira da cama devagar.
O vestido ainda grudava no meu corpo como uma extensão da tensão que eu não tinha conseguido deixar no helicóptero, no hospital, no toque, na frase que não queria sair da minha cabeç







