Mundo ficciónIniciar sesiónElena Rossi
O anoitecer chegou sem piedade.
Não houve transição suave. A luz simplesmente se apagou do céu como se alguém tivesse fechado uma porta com força demais. O cinza avançou primeiro, depois o violeta escurecido, pesado, sem estrelas, sem lua visível, apenas o som distante das sirenes se dissolvendo entre os prédios e o farfalhar persistente da chuva fina que ainda insistia em cair. A noite nascia fria, áspera, como se até o mundo tivesse decidido não ser gentil comigo.
Dentro do hospital, tudo parecia se mover em outro ritmo.
Não o ritmo da vida comum, mas o das urgências que não esperam, das decisões que não pedem licença, das dores que não t&e







