“Alguns lugares não mudam. Até que alguém chega e ensina como viver.”
A mansão Cavallari sempre soube conter o mundo. O que ela nunca aprendeu foi o que fazer quando alguém chegava para viver dentro dela.
A mansão Cavallari não tinha o costume de receber alegria em volume alto.
Ela recebia visitas importantes, reuniões em horários absurdos, silêncio caro, passos contidos e ordens que eram dadas com a mesma frieza com que se servia vinho raro. Era uma casa feita para impressionar e para controlar.
Por isso, quando o helicóptero pousou e Sofia desceu a pequena escada com o vestido rosa girando ao redor das pernas, a tiara dourada firme como uma coroa e os olhos brilhando como se tivesse acabado de ganhar o mundo… foi como se alguém tivesse aberto uma janela em um lugar onde janelas nunca foram necessárias.
Sofia parou no meio do pátio, olhando para cima, para a fachada imensa, para as colunas, para as janelas altas, para os jardins impecáveis que pareciam ter sido penteados naquela manh