DESPERTEI LENTAMENTE, AINDA imersa na névoa do sonho. Espreguicei-me, sentindo a suavidade do colchão acolhedor sob meu corpo, mas, ao tentar abrir os olhos, percebi o peso de chumbo sobre minhas pálpebras, como se algo me impedisse de despertar totalmente.
Foi então que, instantaneamente, concluí que ainda estava sob o efeito do sonífero.
― Senhorita, ela está acordando. ― a voz monótona de Clemence ecoou ao longe, e uma onda de alerta percorreu meu corpo.
― Até que fim. ― ouvi uma voz feminina