Karan é um enigma que eu não deveria querer desvendar.
Karan
Fico sozinho, apenas eu e a minha amargura, cercado pelo peso esmagador das lembranças que nunca me abandonam.
Vou até a cama e me sento, os ombros caídos sob o fardo invisível que carrego todos os dias. Meus olhos recaem sobre as duas fotos expostas. Com mãos trêmulas, pego a primeira e encaro o momento congelado no tempo: minha família, todos juntos, sorrindo em frente à nossa casa. Hoje, aquele lar não passa de escombros.
A outra foto, menor e mais pessoal, é de Samira. O sorriso dela,