Dois anos depois...
As pilhas de pratos são enormes — nunca vi tantos, nem mesmo nas maiores festas de matilha. Entra uma ômega com olhos tristes e o corpo marcado por hematomas. Ela se arrasta com uma bandeja cheia de pratos. Essa é a parte do meu trabalho nada glamourosa.
— Oi, como se chama? — pergunto, fingindo timidez.
— Liandra — ela sorri. Alvo à vista.
— Cale-se, ômega. Faça seu trabalho de boca fechada — rosna o lobo que a vigia o tempo todo.
Liandra é uma ômega que recebeu o