Vanessa Bragança
Deitada de lado entre folhas e galhos, minha visão estava turva; consegui distinguir um homem aproximando‑se com uniforme camuflado, colete à prova de balas e uma arma grande na mão.
— Está segura agora. Preciso que fique quieta e em silêncio, pode fazer isso? — perguntou ele.
Balancei a cabeça em sinal de sim. Aos poucos começaram a chegar vozes alteradas: minha tia gritava; o homem que cavava a cova repetia desesperado:
— Não atirem!
Outro homem uniformizado empurrou min