A carta de Augusto permaneceu na primeira gaveta da cômoda do quarto do bebê.
Todas as noites, antes de dormir, Gustavo entrava ali por alguns minutos.
Observava o berço, a fotografia do primeiro ultrassom, o pequeno body branco e a carta.
Aos poucos, a dor dava lugar à saudade e a saudade já não machucava tanto.
Na manhã de domingo, enquanto tomavam café na varanda, o celular de Gustavo tocou.
O nome na tela fez seu sorriso desaparecer, Beatriz Albuquerque. Ele atendeu imediatamente.
— Be