Clara ficou imóvel.
O vento balançava seus cabelos, mas ela não conseguia se mexer. A senhora na varanda continuava sorrindo, com os olhos cheios de lágrimas.
— Laura...
A voz era baixa, carregada de saudade, como se aquele nome tivesse sido repetido em silêncio durante anos.
Clara engoliu em seco.
— Meu nome... é Clara.
A mulher balançou lentamente a cabeça.
— Foi o nome que deram a você, mas eu conheci a pequena Laura.
O homem que a trouxera até ali permaneceu em silêncio, observando a cena.