A Corrente que Ele Chamava de Amor
Meia-noite.
A porta do apartamento abriu tão suavemente que Sara quase não ouviu, por causa do zumbido da geladeira.
Ela estava sentada de pernas cruzadas no balcão da cozinha, vestindo uma camiseta velha e um short boxer, comendo pizza fria direto da caixa, com a gordura brilhando no queixo.
Seu cabelo cortado em um coque estava espetado e suado, resultado de um turno de doze horas.
A tatuagem de pássaro em seu braço havia borrado, transformando-se em uma asa