Mundo de ficçãoIniciar sessãoCoiote é um jovem inconsequente que por tanto ser desleixado com sua vida, esquece que existe uma infinidade de coisas acontecendo ao seu redor. Mas, quando tem uma viagem extra-sensorial, observa-se buscando entender os detalhes de sua existência e buscando compreender os acontecimentos de sua vida. Para compreender melhor todo o cenário de sua vida e suas escolhas, ele tem uma surpresa em se encontrar com o seu outro eu ao espelho, que o ajuda a entender suas visões e a lhe direcionar para encontrar-se com o amor da sua vida. Muitas experiências intuitivas e sensoriais, ao mesmo tempo que entende como controlar a sua mente, são narradas nessa história, que em partes é real, para que o amor seja finalmente identificado e entendido. Mergulhe dentro desta história e participe da jornada de Coiote a entender o que uma mente avançada pode conceber.
Ler maisTraída pelo noivo e pela própria irmã, Ayla decide recomeçar sua vida em uma cidade distante,
determinada a reconstruir sua confiança e deixar o passado para trás. No entanto, o que aceitou não ser um dia feliz, se tornou um caso irritante. O vento gelado me abraça assim que saio do aeroporto. Respiro fundo. Confiro no celular o endereço do hotel, ergo a mão e paro um táxi. No exato instante em que abro a porta, a do lado oposto se abre também. — Rua das Acácias, por favor. — A voz masculina, firme, preenche o carro. Viro, franzindo a testa. — Esse táxi já está ocupado. — Minha voz sai firme... mas trêmula. Ele me encara, e por um segundo, o ar some dos meus pulmões. Olhos negros, intensos, frios. Maxilar marcado, cabelos escuros desalinhados. Nada nele se abala. — Ok. — Dá de ombros, olhando pro motorista. — Estou com pressa. Pode seguir. Cerro os punhos. A audácia. Como se eu já não tivesse passado o suficiente nas últimas horas. — Se está com tanta pressa, sugiro que encontre outro táxi. Esse já tem dona. — corto, amarga. Ele acende um cigarro, jogando os fios de cabelo pra trás com um movimento irritantemente elegante. Me lança um sorriso torto, cínico... e, de algum jeito, perigosamente bonito. — Isso é tudo? Prendo a respiração, unhas cravando nas pernas. Eu deveria estar chorando, implorando por uma trégua da vida... Mas não. Estou discutindo por um táxi. — Eu não vou a lugar algum com você nesse carro. — solto, amarga. Ele ri. E aquele som... deveria me irritar, mas em vez disso, me arrepia. Tem algo nele que provoca e, ao mesmo tempo, alerta. Um sorriso limpo, insinuante... Mas os olhos? Sombras puras. — E o que você tá esperando? — traga, soltando a fumaça. — Desce. Abro a boca, pronta pra despejar nele tudo que me sufoca desde... Desde que encontrei meu noivo na cama com a minha própria irmã. A cena pulsa como uma ferida aberta. As promessas, as mentiras, tudo implodiu em questão de minutos. Ele me acusou. Disse que eu o traí. Quando, na verdade, foi ele quem destruiu tudo. Fugir foi tudo que me restou. Antes que aquela cidade me destruísse também. — Calma! — o motorista se mete, nervoso. — Dá pra resolver. Moça, pra onde você vai? Respiro fundo, engolindo o orgulho. — Grand Palace Hotel. O motorista sorri, aliviado. — Ótimo, é caminho do nosso amigo aqui. Levo os dois. Cruzo os braços, bufando, olhando praquele homem. Ele traga o cigarro, olhando pela janela, indiferente. A decisão é minha. Cedo. — Tudo bem. — Minha voz sai mais rouca do que queria. O táxi arranca. Observo a cidade pela janela, estranha, desconhecida... e, de repente, tudo o que eu sou também me parece estranho. — E você, senhor? — o motorista pergunta, quebrando o silêncio. — Vai pra onde? Ele j**a a bituca pra fora. — Cemitério das Flores. Me viro pra ele, surpresa. E só então percebo os detalhes. Terno preto, impecável. Expressão dura. Olhar vazio. Está indo pra um funeral. Meu peito aperta. — De quem...? — escapa, sem que eu consiga evitar. Ele me olha, como se não esperasse a pergunta. — Isso não soa inconveniente? — Estar nesse táxi também é. — rebato. Por um segundo, quase vejo um sorriso. Mas evapora rápido. — Minha esposa. — A voz vem seca, cortante. Sinto meu corpo enrijecer. — Eu... sinto muito. — murmuro, sincera. Ele me observa por longos segundos. Então, seus lábios se curvam. Não em tristeza. É algo mais... sombrio. — Não sinta. — abre a porta, já saindo. — Estou aliviado que ela finalmente morreu. Congelo. Antes que eu processe, ele desce e desaparece, caminhando na direção do cemitério. Deixa pra trás o cheiro de cigarro... e um isqueiro elegante, pesado, com iniciais gravadas em baixo relevo: J.B.Coiote conseguiu entender as rodas do tempo. Percebeu que tudo estava em sua mente, e, com isso, pôde notar que tudo o que passou fazia sentido, mas, ao mesmo tempo, não fazia sentido algum. Parou a pensar, sentado naquela mesma rodoviária, em que vira toda a sua vida transformar após a ajuda de um desconhecido.Olhou para Sr. Fagundes, que andava distante com Renata ao seu lado. A pequna garota iria se transformar em uma bela mulher.- Mas, e agora? - disse Coiote em voz alta. - Será que eu já vivi tudo aquilo? Será verdade de minha mente? O que faço agora? - terminou olhando para as palmas de suas mãos.As perguntas brotavam como se fossem ervas daninhas em sua mente. Sua mente tomou outra voz. Seu outro eu, voltou a falar consigo. Lógicamente agora Coiote sabia que se tratava dele mesmo.- Sem dúvida, o “conhecimento é poder” e lhe transforma em tudo o que go
Fagundes me olhou como quem não acredita em escutar aquela grande pergunta e recostou-se novamente ao sofá e fez seus lábios fazerem barulho de bexiga sendo esvaziada.- As rodas do tempo! Meu Deus! – disse ele. – Digamos que para encontrarmos um tempo, temos que esperar ciclos de tempos, ou anos, que se passam, para que algo novo aconteça. Quando nos deixamos ficar à mercê de tudo o que achamos ser interessante, mas, que de nada será de valia à nossa vida, estamos deixando o tempo ficar andando sem nos preocupar com as “rodas do tempo”. As rodas, nada mais são do que o tempo necessário para que ocorram as coisas que desejamos ou para que tenham um tempo certo para acontecer. Fatos e momentos têm que acontecer antes de se chegar ao fim, ao que imaginamos em nossa realidade interna, e quando deixamos essas rodas do tempo agir sobre nós, estamos esperando as coisas acontece
O tempo passou e aquilo tudo estava me cansando. Olhava ao espelho e não me via. Somente um rosto novo que me tornei. Nem mesmo lembrei que Renata iria voltar no fim desses seis meses.Por final, estavam todos satisfeitos comigo. Recebi premiações das empresas que eu ajudei a crescer com minhas pequenas ideias. Do banco, que entrou em outro tipo de atividade em exportação e de Fagundes, que viu sua fábrica antiga receber novos funcionários, o que o deixava extremamente satisfeito.Um belo dia sentei-me no banco da praça e fiquei a observar. Nesta data não estava fumando, nem mesmo cigarros de nicotina. Vi o movimento constante do centro da cidade. Pessoas caminhavam com suas marchas, cada qual com a sua pressa. Jovens sentados aos bancos, alguns encabulando aula, outros, somente por diversão ficavam ali conversando.Os universitários desfilavam com seus uniformes brancos, ou jaquetas de
Não ficamos conversando muito a respeito de coisas interessantes nas quais eu pudesse usá-las para colocar neste livro, mas, o telefone tocou, mudando tudo o que iria acontecer a partir daí. - Alô? – respondeu Renata atendendo ao telefone celular. - Oi? Renata? – disse a voz com o toque do telefone. - Sim, sou eu, quem está falando? – disse Renat
Último capítulo