Kara Jimenez
Heloise estava morta. Eu chorava silenciosamente no banheiro da lanchonete pela morte de alguém que eu nem havia conhecido. Peguei o celular algumas vezes na intenção de ligar para o Gustavo, mas desisti de todas elas. Era tarde demais para um recomeço. O Gustavo logo me esqueceria e arrumaria um novo amor.
Sai do banheiro sob o olhar atento de Clemente. Parei no balcão para ver se havia chegado algum novo cliente. A lanchonete costumava estar sempre cheia naquele horário, mas n