Entre o Desejo e o Medo
(ela desperta devagar, os lençóis embolados ao redor do corpo nu. Ainda sente o cheiro dele no travesseiro, o gosto dele em seus lábios, a marca dele em cada parte do corpo)
— Filho da mãe... saiu sem me acordar?
(vira-se, procura o celular. Nada. Nenhuma mensagem. Nenhuma notificação. Mas há algo sobre o travesseiro ao lado — um bilhete dobrado, e ao lado dele, a taça de espumante rosé, ainda pela metade)
(pega o bilhete com cuidado. A letra dela já conhece. Firme.