MARÍLIA NARRANDO:
Chegamos à sala, e a imagem da minha mãe, Mercedes, de pé e segurando a mão de minha tia Celina, me causou um aperto no peito. Minha tia estava sentada, tomando remédio, com o celular na mão. A governanta, Consuelo, estava perto delas, mas antes que eu pudesse processar qualquer coisa, Dmitri fez questão de expulsá-la. Seu grito foi tão forte que fez Consuelo saltar de medo, como um animal acuado.
— Marília, minha filha, você está bem? — A preocupação no rosto de minha mãe me