Rodrigo Santoro
Um ano.
Um ano inteiro desde aquela madrugada em que o sangue manchou os lençóis e levou embora algo que, mesmo tendo existido por tão pouco tempo, já ocupava um espaço enorme dentro de nós.
Um ano desde que perdemos nosso bebê.
E naquele mesmo instante… foi como se eu também tivesse começado a perder Elisa.
No começo eu pensei que era luto.
Era natural.
Perder um filho, mesmo tão cedo, não era algo que se superava em poucos dias.
Então eu dei tempo.
Dias.
Semanas.
Meses.
Mas o