Rodrigo Santoro
Dois meses.
Dois meses desde que o contrato tinha expirado. Dois meses desde que Elisa deixou oficialmente de ser uma moeda de troca naquela família doente. Dois meses desde que Cézar e Alex desapareceram como se ela nunca tivesse existido.
E, mesmo que tivessem aparecido, eu não teria permitido.
Não agora.
Não depois de tudo.
Elisa estava livre. Livre no papel, livre do medo imediato, livre das amarras jurídicas que a prendiam àquele sobrenome maldito. Mas eu sabia — liberdade