Dominique Rodrigues
Diante do espelho, encarei a imagem da mulher que devolvia o meu olhar. Quase não me reconheci com o vestido longo cinza, tomara que caia e com predarias no busto. Meu cabelo estava preso em um penteado que um profissional veio até a casa de Gael fazer.
— Você está linda! — ouvi a voz de Gael e o vi na porta, através do reflexo. Ele se aproximou, rodeando minha cintura com os braços e percorrendo meu pescoço com o nariz. — Está tão cheirosa! — logo o nariz foi substituído pela língua. — Está tão deliciosa!
Sem nenhum controle, fechei os olhos me deixando levar pelas sensações. Coisas assim vinham acontecendo nos últimos dias. E era cada vez mais difícil resistir. E eu nem sei porque insisto em resistir.
— Você disse que não faria isso sem a minha permissão — consegui falar, mas nem tentei afastá-lo.
— Eu disse que não a beijaria. E não estou beijando.
Está provocando, isso sim. E vou te mostrar que não sou uma presa fácil de lidar.
Me virei para ele e passei os bra