Dominique Rodrigues
Foi um evento divertido, no geral. Sentiria saudades daquelas pessoas quando o teatro terminasse. Só havia um cara que não parecia feliz. Ele me foi apresentado como Zeen, um primo deles. O rapaz conseguia andar mais despojado que o Apollo. Era o único no lugar de jeans e camisa preta com uma frase rebelde de uma música. Ele nos olhava com certa raiva, mas percebi que tinha o mesmo olhar em direção aos outros irmãos Dvorak. Me questionei o que estava causando isso. Até que ele me pegou o encarando e piscou para mim. Parei de prestar atenção nele na hora. Se alguém interpretasse errado a imagem de namorada fiel cairia por terra.
No fim da festa, meus pés doíam e eu estava doida por um banho e cama. Tenho noção de que segurar o braço de Gael não era mais uma atuação, e sim para ancorar o peso do meu corpo. Ele era grande e forte, era obrigado a aguentar.
— Você já quer ir? — perguntou ao me flagrar escondendo um bocejo. Balancei a cabeça concordando.
— Durma aqui e