O apartamento de Kauan estava mergulhado num clima de urgĂȘncia abafada. A luz azul da tela do notebook era a Ășnica iluminação no cĂŽmodo, refletindo no rosto tenso de Melina, que mantinha os olhos cravados na imagem congelada: o sĂmbolo costurado no casaco do homem que invadira seu lar. Uma serpente em formato circular, mordendo a prĂłpria cauda. Ouroboros. Mas havia algo mais. Letras, pequenas, quase ilegĂveis, atravessando o corpo do animal como cicatrizes.
â Isso nĂŁo Ă© sĂł um sĂmbolo filosĂłfico