O corredor da UTI cheirava a café frio e antisséptico. A madrugada pesava sobre os ombros de todos, transformando o hospital em um limbo silencioso.
Augusto, consumido pela necessidade de confrontar a covardia do pai, havia descido com Olavo para a sala de espera do térreo, longe dos ouvidos curiosos. Deixara Santos fazendo a guarda na porta do quarto 402. Mas Santos, apesar de profissional, era apenas um homem exausto.
Quando o alarme de parada cardíaca — o temido *código azul* — soou no quart