O silêncio da capela do Hospital Porto Dias era pesado, saturado pelo cheiro de cera de vela e pelo mofo sutil dos bancos de madeira antiga. Dimitri Klines estava parado diante do altar, a figura de um homem que o mundo conhecia como implacável, mas que agora parecia apenas um resto de si mesmo. Pela primeira vez em décadas, ele sentiu uma necessidade visceral, quase primitiva, de dobrar os joelhos. Não por devoção, mas por um peso que a arrogância não conseguia mais carregar.
Ele olhou para a