O quarto 402 afundou em um silêncio sepulcral, interrompido apenas pelo zumbido indiferente do ar-condicionado. Não havia sangue derramado sobre Olavo. A injeção letal fora de uma eficácia brutal, silenciosa e limpa, deixando o horror cravado apenas nos olhos de quem estava vivo.
Amélia estava debruçada sobre o peito inerte do homem. Seus dedos pálidos apertavam o tecido da camisa dele com uma força desesperada. Ele havia sido omisso na sua adolescência, um espectador covarde diante da tirania