O pranto desesperado de Dionísio foi perdendo a força aos poucos, transformando-se em soluços espaçados até que a exaustão absoluta cobrasse o seu preço. Ele chorou até adormecer ali mesmo, no asfalto frio, aninhado nos braços da tia. Durante todo o tempo, ele não disse uma única palavra. Não precisava. A dor do menino falava por si só.
Amélia continuou embalando-o no escuro, o queixo apoiado nos cabelos finos do sobrinho. O peso do corpo dele, agora relaxado pelo sono, começava a adormecer seu