117. CORAL
Coral acorda tomada por um terror que lhe rouba o ar. Tudo está escuro, como se a própria noite tivesse tomado conta do quarto e o envolvesse com suas garras sombrias. Ela está desorientada, com o coração disparado, perdido entre as trevas que obscurecem sua mente. Sentando-se na cama com movimentos desajeitados, ela abraça a si mesma numa tentativa de encontrar consolo, uma proteção que não consegue. Enquanto sua respiração se torna ofegante e descontrolada, seus olhos buscam alguém nas sombra