Abraço seu corpo enquanto ela chora, trazendo-me uma angústia profunda. Eu a pego no colo, sem pensar duas vezes. A levo para a cama, deito-a com cuidado e me deito ao seu lado. Apago a luz e a envolvo em meus braços, sentindo o corpo dela ainda trêmulo.
Nunca pensei que a veria assim.
Desirée sempre foi forte, decidida, uma muralha intransponível. Eu me acostumei com seu olhar firme, com a forma como erguia o queixo diante das dificuldades, com sua postura de quem nunca se deixa abater. Mas a