Hood:O Legado
Hood:O Legado
Por: Victoria Rafaela
Capítulo 1

     Vocês já devem ter ouvido a famosa história do homem que roubava dos ricos para dar aos pobres. 

    Um lorde se tornou um ladrão praticamente muito rapidamente e que se escondia nas profundezas da floresta com seu povo para que ninguém os encontrassem.

    Mas a pergunta é, vocês sabem o que aconteceu anos depois da lenda surgir? Bom eu sei e vou te contar. 

     Robin de Loxley se casou com sua amada Marion e eles continuaram sendo líderes dos rebeldes que se escondiam na floresta. 

     Sete anos após o casamento deles, Marion descobriu estar grávida e nove meses depois uma linda garotinha nasceu, eles a chamaram de Hope Hanna Loxley, com o apelido de pequena Hood. 

    Quando a pequena Hood completou um ano de idade tudo mudou drasticamente. Os soldados do xerife de Nottigham encontraram e invadiram o acampamento do Hood. 

   Para proteger sua filha, Marion e Robin entregaram a bebê para o amigo da família e padrinho da criança John, para que ele a levasse embora e a protegesse. 

    John pegou um barco naquela mesma noite e partiu de Nottigham sem olhar para trás.

    John se mudou com a menina para Londres, mas ele percebeu que sozinho não poderia cria ela, então decidiu. 

   Ele levou a Hope para o interior da capital e entregou ela para ser adotada por um casal de idosos que eram Condes e não podiam ter filhos, em troca dessa adoção John iria trabalhar na fazenda do casal.

    A menina passou a ser chamada de Hope Hanna Prime e depois que os pais adotivos morressem ela iria receber toda a herança e receberia o título de condessa. 

    A menina não foi criada apenas pelos pais adotivos, mas também pelo padrinho que morava na fazenda. Quando ela completou 10 anos, seu padrinho contou toda a sua história e a partir daquele dia ela também passou a ser treinada pelo seu padrinho. 

    Ela cresceu sendo uma boa menina, uma ótima filha, muito inteligente, esperta, corajosa e guerreira. Seus pais adotivos tinham o maior orgulho dela e a amavam muito e Hope os amava também. 

    E sabem como eu sei disso tudo? Bem, porque eu sou a Hope, eu sou a pequena Hood. 

    Desde o dia em que John saiu de Nottigham com a pequena Hood 20 anos tinha se passado e agora aos 21 anos estou pronta para me tornar a Guerreira em que fui treinada para ser e iria conseguir a vingança que por 10 anos eu planejei.

   Tem uma coisa que esqueci de contar. John acreditava que meus pais tinham sido assassinados pelo Xerife William de Nottigham e eu iria matar ele, nem que fosse preciso morrer no processo. 

    --Tenho uma coisa para te dar Hope. — John me chamou em seu quarto. — Hoje a noite você vai ter muitos presentes para abrir, então quero que abra o meu separadamente.

    --Você sabe que não precisa me dar nenhum presente, não é? — eu perguntei sentando na cama dele e pegando meu presente.

    --Eu sei disso. — ele falou.- Mas você sabe que eu adoro te dar presentes e agora que está completando 21 anos, tenho um presente muito mais legal que livros e pulseiras.

    --Você sabe, padrinho, que eu adoro livros, eu amo ler. — eu falei desembrulhando o presente e quando vi o que era pulei nos braços dele.- Eu adorei, dessa vez o senhor se superou.

    Ele me deu de presente um arco e uma aljava cheia de flechas. E o melhor de tudo, as penas na flecha eram da minha cor favorita, vermelho. .

    --Foi o senhor que fez? — eu perguntei olhando meu presente em cada detalhe.

    --Foi. — ele respondeu.- Faço esse presente desde o seu primeiro dia de treino a 10 anos atrás. Venho trabalhando nisso só para você.

    --Muito obrigada. — eu abracei ele.- Agora tenho que ir, meus pais querem que eu faça as últimas verificações para a festa de hoje e ainda tenho que me arrumar. 

    --Vai lá, minha querida, a gente se vê na festa hoje a noite. 

    Eu peguei meu presente e fui para a minha casa para arrumar as coisas para a festa, mas antes passei no meu quarto, para guardar meu presente. 

    Ajudei as empregadas a arrumar as coisas, eu tinha sido criada para não ser esnobe com ninguém e a ver a simplicidade nas coisas e nas pessoas, por isso sempre ajudava na casa como podia e hoje não foi diferente.

     Quando tudo estava pronto eu voltei para o meu quarto e fui tomar um banho de banheira bem relaxante, ainda tinha um tempo, por isso demorei no banho.

   Quando sai, vesti um vestido que meus pais tinha me dado de presente de aniversário. Ele era roxo, com detalhes dourado e rodado, do jeito que eu adoro. 

   O salão de festas estava cheio, como sempre tinha sido nos dias de festas na nossa família e eu sempre adorei isso. 

   As 22:00 meus pais entraram no salão com um bolo enorme e 21 velinhas. Todos cantavam parabéns e eu estava muito feliz. 

   Eu adorava meu aniversário, mas às vezes me pegava pensado se esse não deveria ser o pior dia da minha vida, afinal de contas foi nesse dia a 20 anos que meus pais me entregaram para o meu padrinho e morreram para me salvar. 

    Tenho pesadelos com o pouco que lembre daquele dia, se o que eu lembro for realmente verdade ou apenas invenção do meu cérebro.

    A festa terminou bem tarde e eu estava cansada demais para ajudar na arrumação da casa, mas prometi que no dia seguinte eu ajudaria no que sobrasse da bagunça.

    Eu me troquei e depois cai na cama de cansaço, peguei no sono super rápido. 

   Fui acordada por uma correria do lado de fora do meu quarto, peguei meu robe e sai do quarto. 

   --O que está acontecendo? — perguntei a um dos empregados que passavam no corredor. 

   --É o seu pai, senhorita. — ele me respondeu todo nervoso.

   --O que tem ele? — perguntei nervosa.

    --Ele passou mal agora de madrugada. — o empregado respondeu.- Já chamamos os médicos e ele está com sua mãe examinando ele.

   Eu saí correndo em direção ao quarto dos meus pais e entrei quase derrubando a porta para encontrar a cena mais difícil da minha vida.

   Minha mãe chorava ao lado do meu pai deitado na cama. Na hora eu não entendi o que estava acontecendo, mas ao ver a expressão do médico ao me ver tudo se encaixou na minha mente e nesse momento eu senti meus joelhos tremerem. 

    Eu caí no chão e deixei toda a dor do meu peito sair junto com as lágrimas.

   Meu pai estava morto.

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