Capítulo 120
“Algumas verdades só se revelam quando o coração já não tem mais força para mentir.”
A campainha soou com um toque discreto, abafado pelo vento da tarde. Naia manteve a respiração presa enquanto esperava. O coração, no entanto, parecia não ter recebido o comando — batia forte, desordenado, quase como se já soubesse o que viria.
A porta se abriu. Um homem de meia-idade, com expressão neutra, fez um leve gesto de cabeça.
— Senhorita… entre, por favor.
Ela avançou devagar. Cada passo