Capítulo 107
Há dores que nenhum corpo suporta e nenhuma alma perdoa.
A luz fraca do corredor refletia sobre o rosto sério de Júlia, a enfermeira infiltrada. O telefone estava colado ao ouvido enquanto ela observava discretamente o movimento dos médicos na UTI neonatal.
— Ele morreu. O prematuro não resistiu — murmurou com frieza.
Do outro lado da linha, Celeste Laurent permaneceu em silêncio por um instante antes de responder:
— Os médicos já foram avisar a mãe?
— Ainda não. Estão preparando