Três anos.
Já se passaram três anos desde aquele dia na floresta.
Desde o toque que me incendiou.
Desde o olhar que me despiu por dentro.
Às vezes me pergunto se foi real ou apenas um delírio do desejo, um sonho esculpido pelos meus próprios instintos.
Mas meu corpo sabe a verdade.
Ele nunca esqueceu.
Todas as noites, ainda pulsa.
Como se aquele toque tivesse deixado marcas invisíveis.
Como se o desejo acordado naquele dia tivesse se enraizado em mim, me moldado.
Mas não foi só isso