Ainda pensava nele.
Entre o torpor do sono e a lembrança viva do seu toque, um arrepio percorreu minha espinha.
Abri os olhos — e não estava mais no meu quarto.
Um lugar escuro me envolvia. O chão era coberto por uma névoa roxa, quase lilás, que se movia lentamente, como se respirasse.
Havia uma calmaria ali.
Mas uma calmaria que carregava perigo.
E, estranhamente, eu não sentia medo.
Sentia conexão.
Ao fundo, vozes sussurravam. Palavras cruzadas, abafadas, como orações antiga