Na tarde seguinte, enquanto me arrumava no quarto, os pensamentos dançavam como vultos diante do espelho.
Ainda sentia o cheiro de Dante em minha pele. O gosto dele em minha boca. O calor da sua presença entre minhas pernas.
Não havia arrependimento.
Mas havia confusão.
Meus dedos tocaram meus lábios, lembrando do beijo selvagem, da forma como ele me possuiu com os olhos, com o toque, com o corpo. Foi instintivo, animalesco e arrebatador. Uma entrega que veio da pele, não da razão. E ainda assi