No final daquela tarde, fui chamada até o escritório de Vittorio Montanari. As palavras vieram através de um dos empregados, em um tom que não admitia recusa.
O corredor que levava até lá parecia mais escuro do que o restante da casa. As sombras se arrastavam pelas paredes como lembranças que recusavam morrer. Havia algo no ar, uma tensão antiga, como se cada móvel carregasse o peso de decisões cruéis tomadas entre essas paredes.
Quando entrei, Vittorio já estava sentado atrás de sua imponente